quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dark Moon.

Entrou no quarto, jogou a mochila na poltrona ao lado da cama, sentou e tentou relaxar um pouco. Chegava àquela hora e estava morrendo de fome, apesar de trabalhar no McDonald’s, não aguentava mais comer sanduíches, odiava até o cheiro. O pior é que sua geladeira estava vazia, não teve tempo de comprar nada. “SACO!”, exclamou aborrecida. Bruna morava com uma amiga que como ela, não tinha tempo para nada.

Levantou, olhou-se no espelho, era uma garota de 18 anos, linda, loira de olhos castanhos, magra e relativamente alta. Ajeitou a blusa, pegou a mochila e saiu para ir ao supermercado que ficava a duas quadras. Foi caminhando e pensando no cansaço, mas a fome era maior. Havia começado o curso de Direito na melhor faculdade da cidade e trabalhava meio expediente à noite. Gostava da vida como estava, mas precisava de mais dinheiro. Com o que ganhava e o pouco que seus pais lhe mandavam não dava para muita coisa. Bruna queria ser como as garotas na faculdade que se vestiam bem, usavam roupas caras, tinham carros. Se chateava por não ter grana para tanto. Chegou no supermercado, comprou o que precisava e foi para casa.

No dia seguinte, uma de suas amigas do curso lhe convidou para uma festa na casa de um amigo. Ela aceitou na hora, estava louca para dançar um pouco, se divertir e quem sabe, conhecer alguém interessante.

Ao chegarem no local, Bruna ficou de “queixo caído”. Era uma mansão linda! Logo pensou: “Humm, a festa vai ser boa mesmo!”.

Entraram na casa, estava lotada, muita gente, a música alta e garçons passando de um lado para outro. Sua amiga, Lina, a levou até o anfitrião para apresentá-la. Ele estava cercado de mulheres, era um homem alto, cabelos escuros, olhos pretos e porte atlético, aparentava uns 40 anos. Estava bem vestido e logo que a viu, não lhe tirou os olhos de cima. Lina apresentou Greg a Bruna, ele apertou sua mão e olhou em seus olhos como se quisesse ler seus pensamentos. Bruna sentiu o coração acelerar.

Ficaram juntos durante a festa, dançaram, conversaram e trocaram seus números de telefones. Ele era sedutor, charmoso e seu olhar a extasiava.

Chegou em casa, deitou mas não conseguiu dormir, a imagem de Greg não lhe saia da cabeça. Lina comentou que ele era investidor. Era tudo que ela queria, um homem bonito e rico. Podia pedir mais?

Alguns dias depois marcaram um encontro. Bruna chegou no local um pouco atrasada, levou muito tempo para arrumar-se, queria estar linda para ele.

Jantaram num restaurante fino, ela estava deslumbrada. Greg a convidou para irem à sua casa após o jantar, ela aceitou. Já na mansão, ele pôs uma música e a levou para o centro da ampla sala. Juntou seu corpo ao dela num baile lento, suave, os braços em volta de sua cintura num abraço apertado. Greg a olhou, estava tão próximo que podia sentir sua respiração. Aproximou-se mais, então pôde sentir o gosto daquela boca num beijo demorado e sôfrego de paixão. Bruna não sabe por quanto tempo ficaram ali entregues aos beijos e carícias.

Sentiu as mãos dele entre seus cabelos, Greg sabia que a jovem estava tomada, perdida, umedecida pelo desejo. Inclinou levemente sua cabeça e sem titubear, cravou seus dentes no pescoço de Bruna. Ela sentiu seu corpo tremer, seu sangue ferver, era um misto de dor e prazer que jamais havia experimentado. Sentia-se enfraquecer, ele saciava toda sua sede em Bruna.

Acordou no dia seguinte na cama de Greg, um lençol de seda cobria seu corpo nu. Estava confusa, sem forças, não lembrava muito bem o que havia acontecido. Recordou da mordida, passou a mão no pescoço e sentiu que estava ferido. Tentou levantar mas nesse instante ele entrou no quarto com uma bandeja de café da manhã para ela. Encantador, com um sorriso iluminado.

Beijou-lhe os lábios com delicadeza e desejou-lhe um bom dia. Sentou-se diante dela na cama e perguntou como se sentia.

Era como estar em meio a uma tormenta de sentimentos, medo, ansiedade, desejo, paixão. Sabia que deveria ir embora, mas não conseguiria afastar-se dele. Parecia dois homens dentro de um, o primeiro maravilhoso, um deus. O segundo, causava-lhe temor, como se tivesse uma aura escura, algo que não entendia, mas que sentia-se perigosamente atraída. Bruna continuou na mansão por dias seguidos perdida nos braços de Greg. Deliciando-se com tudo de misterioso que lhe apresentava. Ele propôs viverem juntos, ela aceitou.

Começaram a fazer muitas festa na casa, sempre regadas a bebidas e extravagâncias. Durante as comemorações, escolhia suas vítimas e as deixava como cascas ressequidas. Sem piedade nem culpa, saciava-se e percebia um imenso prazer em cada gota de sangue que sua língua saboreava. Sentia-se forte, invencível, brincava de ser Deus.

Ao dia seguinte a cada reunião, acordava com a sensação de ter tido um sonho (ou pesadelo), era tudo tão surreal que lhe parecia impossível que fosse verdadeiro.

Naquele dia, Greg saiu cedo e Bruna resolveu explorar a área externa da mansão. Começou pelos fundos, e percebeu que o terreno era bem maior do que imaginava. Após um tempo caminhando, avistou um galpão e ficou curiosa para saber o que havia lá dentro. Quando se aproximou, viu que a porta estava com cadeado. “Merda, queria tanto entrar!”. Deu a volta procurando uma entrada, e encontrou uma abertura pequena na parede, estava com um cadeado aberto, alguém esqueceu de fechar. Empurrou a portinhola e entrou.

Um mau cheiro de carne estragada impregnava o lugar e para seu pavor, havia uma piscina com vários crocodilos dentro e ao redor. Sentiu muito medo e tratou de sair, mas antes uma coisa lhe chamou atenção, não queria acreditar no que via. Parecia uma perna humana. Então olhou com mais atenção ao redor e viu que haviam vários corpos aos pedaços, os animais brigavam rasgando aquelas pessoas. Saiu aterrorizada!

Não foi ilusão, não foi um sonho nem um pesadelo, não foi delírio, nem estava entorpecida pelas drogas. Aquelas pessoas, ela ajudou Greg a matá-las naquelas noites de excessos e lascívia.

Entrou no quarto e fechou a porta. Suas lembranças ferviam, gritos, murmúrios, gemidos e desespero. Não tinha ideia de quantos matou. Olhou-se no espelho e não se reconheceu, não era mais aquela garota de 18 anos de algum tempo atrás. Havia abandonado sua família, amigos, estudos. Transformou-se em algo que não era mais humano, não podia ser. Era um monstro sanguinário e sedento. Bruna caiu num desesperado e angustiado pranto.

Um pouco recuperada, resolveu sair. Pegou um dos carros de Greg e comecou a dirigir sem rumo, precisava acabar com esse pesadelo que agora sabia, era real. Foi até uma estrada fora da cidade, aumentou a velocidade e lançou o carro num abismo. Dias depois seu corpo carbonizado foi encontrado entre as ferragens do veículo.


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Um amor para Luftal.

Numa tarde de quarta-feira, chegou a cidade de Itapipoca interior do Ceará, um sujeito corpulento, alto e estranhamente feio. Olhos grandes, nariz torto (como se tivesse sido quebrado), lábios finos, quando sorria, apareciam quatro dentes de ouro (com orgulho ostentava aquele sorriso), e nem um fio de cabelo na cabeça.

Dirigia um Brasília velha, vermelha, barulhenta feito o cão! Por onde passava as pessoas colocavam as mãos nos ouvidos. Parou em frente ao “Bar do Negão”, boteco famoso na cidade. Saiu do carro e foi direto ao balcão. Sentou no banquinho e pediu uma dose de cachaça, o “Negão” dono do bar, serviu e foi logo puxando conversa com o visitante.

Estendeu a mão e disse: “O povo aqui me chama de Negão, qual a sua graça?” – O visitante respondeu: “Pé de Cabra, seu servidor.” Negão arregalou os olhos estranhando a originalidade do “nome”.

Pé de Cabra perguntou: Aqui na cidade tem “zona”? Negão olhou como se não estivesse entendendo, então ele continuou: “Baixo meretrício, puteiro, casa de quengas?” – Negão: Já, já entendi. Tem, sim. Fica na “rua de baixo”. Tem um faixa encarnada na frente da casa, difícil errar. Chegando lá, você procura pela Luftal
, agora ela é a dona, herdou da falecida por ser a quenga mais antiga do lugar.

O forasteiro abriu um sorrisão, estufou o peito, passou as mãos pela camisa e enfiou para dentro das calças. Tirou dinheiro do bolso para pagar a cachaça e agradeceu. Então saiu do bar rumo à “rua de baixo”. De longe Luftal
ouviu a Brasília e percebeu que o veículo parou em frente à porta.

Ouviu os passos pesados, lentos. Então um homem que mais parecia um gigante, entrou na casa. Ela ficou parada, espantada. Ele também. Ficaram se olhando por um tempo, até que ele começou a andar em sua direção com a mão esticada para cumprimentá-la.

“Pé de Cabra”, apresentou-se. - “Prazê, meu nome é Luftal
. Tá querendo o quê?” perguntou ela.
“Oxe, que tu acha que eu vim fazê aqui? Encomendá uma missa?” Perguntou ele.


Luftal, que não era muito paciente ou educada, foi logo avisando: “Tome tento cabra, se num falá direito comigo, eu mesma encomendo tua missa!” – “Vixe que mulé braba!”, falou Pé de Cabra, mostrando aquele sorrisão dourado.

Ela pareceu se desarmar diante da simpatia do homem. “Dona, por enquanto, só vim dá uma olhada, volto de noite. Tô querendo mesmo é arrumá um canto pra passá uns dia.” Falou ele.

Então Luftal apontou uma cadeira para o visitante, ele sentou. “Me diga uma coisa, o senhor trabaia no quê?” perguntou. “Sou Garimpeiro, tô vindo dum garimpo no Norte.” Luftal balançou a cabeça pensativa. Olhe moço, no fundo do quintal, tem um quartim, coisa simples, se quisé, posso alugá por uns dia.”

O homem ficou contente e aceitou mesmo sem ver o aposento. Pegou sua pouca bagagem na Brasília, e foi conduzido por Luftal até o quarto. Ao entrar no pequeno e escuro compartimento, viu uma cama de solteiro, uma cômoda, uma cortina amarelada na única janela, além de um pequeno e feio banheiro. Perfeito! Seria para passar uns dias. Estava pra lá de bom! A mulher o deixou sozinho.

Ele sentou na cama, largou os braços sobre as pernas e lembrou dos acontecimentos últimos. Estranhamente não recordava muita coisa antes de chegar naquela casa com uma faixa encarnada na frente. O rosto da mulher que o recepcionou, seu olhar lânguido, seu porte atrevido, desafiador. Ele sorriu com a lembrança daquela figura tão pequena e magra. Impressionante!

Resolveu dormir um pouco, descansar o corpo da viagem, queria estar bem-disposto logo mais a noite. Esperava arrumar uma mulher das boas para passar a noite bem acordado! Despertou com o som de música alta, vindo da casa. Levantou, tomou um banho e arrumou-se. Vestiu uma camisa colorida, com listras azuis e rosa. Passou uma gosma nos cabelos, deixando-os brilhantes. Pegou um vidro de perfume, deu uma boa cheirada antes de usar, era forte o suficiente para permanecer perfumado por dias. Passou por todo lado, em grande quantidade. Percebeu que estava quase sufocando com o cheiro dentro daquele quarto pequeno e abafado. “Vixe, exagerei!”

Logo que entrou no bordel, avistou Luftal. Ela estava arrumada, uma saia curta deixando à mostra suas pernas finas. A blusa era muito colorida, e tinha uma flor vermelha no cabelo. Espantosamente prestou atenção nela, apesar da sala estar cheia de mulheres vestidas no mesmo estilo. Caminhou até ela para obter informações sobre as “meninas” da casa. Sentou-se ao seu lado e puxou assunto, ela estava estranhamente simpática, então começaram a conversar.

Ele percebeu que estava gostando do papo. Ela era esperta, apesar de não ter estudo algum, assim como ele. Riram bastante, o tempo passou rapidamente. De repente, o entra e sai de homens na casa já estava calmo. Achou engraçado que o objetivo principal de estar ali, já não era importante. Ao contrário, havia gostado tanto da conversa com aquela mulher, que não via interesse em outra do local, se não deitasse com Luftal, não queria mais ninguém. Mas será que ela o atenderia como cliente? Não teve coragem de perguntar.

Então anunciou que ia dormir. Luftal estranhou e perguntou timidamente: “Você não quer uma...?”– “Não!” Respondeu ele. Já no quarto, sentou-se e começou a estalar os dedos nervosamente. Sentia como se tivesse uma bola no peito. Coisa estranha! Pensou.

Os dias que se seguiram foram iguais, arrastados nas horas diurnas. Quando anoitecia, sentia-se animado, arrumava-se e ia para o bordel, conversar com Luftal. Falaram sobre o passado, o presente, esperanças e sonhos futuros. Obviamente, quando lembrava que seus dias naquela cidade estavam findando, entristecia-se. Então percebeu que a bola no peito não era uma doença, era um sonho se formando dentro dele, o sonho de viver um amor. Será que ela percebeu? Será que gosta de mim também? “Vou falar com ela. Ah, se vou! Dessa noite num passa!” pensou ele.

Então como já era rotina naqueles dias, logo que escureceu, Pé de Cabra começou a vestir-se. Colocou sua melhor camisa. Uma que havia comprado para ir ao Show da Rita Cadilac quando estava no garimpo. Era de cetim azul vivo, linda! Brilhava na luz. Então passou o perfume que costumava usar, forte que era uma coisa!

Quando Luftal viu Pé de Cabra entrando na casa, abriu um sorriso largo. Isso não lhe favorecia muito, afinal, só tinha dois dentes na frente. Mas ele não se importava. Gostava dela assim mesmo!

Sentou-se ao seu lado, como nas noites anteriores. E começaram a conversar. Ele pensou: Vou esperar o movimento acalmar pra falar com ela sobre o que sinto. E assim o fez. Passava da meia-noite. Então ele decidiu que já era hora de falar.

Abriu os olhos devagar, sua mente ainda estava meio apagada, pensou: “cansado, muito cansado!” Porque as crianças acordam no meio da noite pra comer? Ah, já não tinha tanta energia assim, ser pai naquela idade... Cansado, muito cansado! Era tudo que conseguia pensar. Levantou, foi até o berço, pegou a criança com cuidado e entregou para Luftal, agora sua esposa. Seu filho tinha menos de um mês e Pé de Cabra já sentia-se exausto! Vida de morto-vivo não é fácil! Pensou, já com o humor um pouco melhor. Olhou para aquela bonita cena, seu amor amamentando seu filho. Nunca, nem mesmo em seus mais loucos sonhos, imaginou que ainda arrumaria mulher e filho naquela idade.

Mas estava feliz, muito feliz! Finalmente, após longos anos de solidão, ele tinha sua própria família. Luftal estava descabelada, com uma aparência cansada também. Tadinha, com a família grande que Pé de Cabra planejava ter, ela não teria muito descanso de agora em diante. Ele riu, mostrando aquele sorriso dourado que tanto encantava Luftal.

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Desalinho total e completo.

Viver um amor não é fácil, gostar, sentir, esperar, perder-se em sentimentos e desejos. Levantar todos os dias e lembrar. Passou as mãos nos cabelos desalinhados pelo sono. Acordou pensando no que passou, no que poderia acontecer, mas com a certeza de já não existir. Necessitar refúgio, acalento, um olhar complacente de carinho. O gosto amargo na boca após o fim.

Lívia olhou pela janela mas não via a paisagem, estava perdida em seus pensamentos. Sentia o ar fresco da manhã entrar acariciando seu rosto, mas não estava feliz. Fechou os olhos e ficou ali, sentindo o vento e desejando que levasse para longe sua tristeza. Tomou um banho demorado, relaxante. Queria sair de casa, ver pessoas, olhar o movimento.

Por horas andou pela cidade sem rumo, então resolveu ver o mar. Caminhou pela praia, molhou os pés, sentou na areia e ficou olhando uma garotinha que sorrindo, aproximou-se de Lívia para mostrar o que trazia nas mãos . Eram conchinhas de vários tamanhos e cores, umas feias, outras bonitas, umas grandes, outras pequenas.

Lívia perguntou por que ela não jogava as feias. A menina respondeu que mesmo as menos belas já foram a casinha de algum bichinho, ela não podia se desfazer delas porque eram como um coração que carrega o amor que um dia já foi de alguém.

Com lágrimas nos olhos, Livia sorriu para a menina. Ela tinha razão.


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A primeira vez.

Tião morava no interior do Ceará, numa cidade chamada Itapipoca. Tinha 26 anos e trabalhava na roça desde criança, ajudando o pai. Era tímido, inseguro, se achava muito feio. O rapaz não tinha estudo, aprendeu a escrever seu nome e só.

Não tinha namorada, nunca teve uma, continuava virgem até aquela idade e era motivo de brincadeiras entre os primos e amigos. Já pensava em resolver aquela situação fazia tempo, mas sua timidez o desencorajava. E no auge de seu desespero, já começava a olhar a vaquinha Mimosa com outros olhos.

Até que um dia, um amigo o levou num prostíbulo na cidade. Ele estava muito nervoso, mas resolveu encarar. Entraram, mas a sala estava vazia, apenas uma mulher de idade estava no lugar. O amigo de Tião perguntou se estava fechado, ela respondeu que não, é que naquele momento todas as “meninas” estavam ocupadas.

Ele foi até a mulher e cochichou em seu ouvido sobre a situação de Tião. Ela ficou com um ar cínico e disse que havia uma garota que poderia atendê-lo. Levantou-se, foi até a entrada do corredor da casa e gritou: “LUFTAAALLL!!!”, então apareceu uma mulher, uma quenga véia, cabelos mal pintados, olhar lânguido e dentes salientes (os dois que ainda restavam). Luftal (ganhou esse apelido por andar com um frasco do remédio por causa de um problema com gases), era conhecida na cidade como a quenga mais “dada” do lugar.

Tião ficou assustado, a mulher era muito feia (o cão chupando manga). –“Dona, num tem ôtra aí, não?”, perguntou Tião. “Não meu filho, as outras estão trabalhando”, o rapaz coçou a cabeça olhando para aquela “coisa” e pensou em voz alta. “É, só tem tu, vai tu mesmo!”, pegou a quenga pela mão e levou para o quarto.

Assim Tião livrou-se das brincadeiras sobre sua virgindade, agora os amigos o admiravam por sua coragem.

Ele foi um valente encarou “Luftal” de frente!



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Mulher não trai, mulher se vinga! ( II )

Marta era casada com Jorge há 15 anos, tinham dois filhos, mas nos últimos tempos ele estava diferente, distante. Quando conversavam, ela percebia que ele pouco dava importância ao que ela falava, como se não a enxergasse, aliás, parecia ver através dela. Sentia-se um nada diante dele.

Logo começou a sumir por dias, não atendia o celular, não avisava se chegaria tarde, nem quando voltaria.

Marta sentia-se só, triste, rejeitada, deprimida. Tentava ser forte para não deixar as crianças perceberem sua desilusão. Tinha certeza que Jorge estava apaixonado por alguém e não tardaria em ir embora para sempre. Ela tentou dialogar, mas ele não queria ouví-la e se afastava cada dia mais.

A esposa já esperando a separação definitiva e inevitável, seguia sua vida, trabalhando e cuidando das crianças. Então Jorge sumiu, uma semana sem aparecer, sem dar sinal. Apesar da dor, Marta resolveu não pensar mais, não sofrer mais, queria esquecê-lo. Rezava para que ele não voltasse. Queria pôr um fim àquele tormento.

Um dia, após mês e meio de sumiço, uma mulher bateu em sua porta dizendo que precisava falar com ela. No carro estava Jorge, cabisbaixo, quieto. A mulher começou a contar que eles estavam juntos num domingo há mais de um mês, e sofreram um acidente de carro. Era a amante de Jorge parada diante dela explicando que ele havia ficado paralítico após o acidente.

A esposa estava perplexa, olhava para Jorge, homem tão ativo, inquieto, que não suportava viver sem liberdade. Estava ali, sentado quase inerte enquanto a amante tentava empurrá-lo como um pacote. Já não servia para ela.

Marta pensou um pouco e deixando o coração de lado, falou: “Não o quero aqui, ele me abandonou para ficar com você, agora é seu. Não era isso que você queria?”

Entrou e bateu a porta na cara dela.


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When I Grow Up.

Serei competitiva.

Te desafiarei.

E nesse duelo, te vencerei.

Para você serei a única, nada menos que isso.

Estarás entregue às emoções e sentimentos.

E como uma tormenta no meio da noite,

entrarei em tua vida,

furtarei teu sono e arrebatarei teu coração.


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Mulher não trai, mulher se vinga!

Numa tarde de sábado, Pamela (um travesti loiro de 1.80), sentou em frente ao pc para acessar, como de costume, um site gay que mantinha um perfil.

Entrou e viu que tinha algumas mensagens, uma delas chamou sua atenção. Era de rapaz chamado Diego, querendo entrar em contato com ele. Pamela ficou curiosa e logo respondeu a mensagem.

Assim começaram um relacionamento virtual, trocaram emails, fotos, horas no msn e algumas ligações telefônicas. Pamela estava animada, queria encontrá-lo. Louca para realizar uma fantasia sexual que o rapaz dizia ter. Marcaram o primeiro encontro, Pamela levou mais dois rapazes. Era o combinado.

Foram ao apartamento de Diego, tocaram a campainha e não demorou muito para abrirem. Pamela pulou nos braços do rapaz, então dois outros homens entraram também e fecharam a porta.

No final do corredor, estava Priscila, a ex-mulher de Diego, que foi traída por ele com sua própria irmã. Ela armou tudo, entrou no site gay, enviu as fotos de Diego para Pamela e pôs um amigo para falar ao telefone quando o travesti ligava. Sem o menor arrependimento e com uma câmera na mão, saiu rindo do local.


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